Senadores garantem empenho para viabilizar Censo Agropecuário

06/10/2016 - Agricultura


Duas propostas foram apresentadas na reunião da Comissão de Agricultura, presidida pela senadora Ana Amélia

Senadores garantem empenho para viabilizar Censo Agropecuário

Para garantir a realização do Censo Agropecuário em 2017, a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária propôs duas alternativas na audiência pública com a presença do presidente do IBGE, Paulo Rabello de Castro, nesta quinta-feira (6). A audiência foi presidida e proposta pela senadora Ana Amélia (PP-RS).

Uma das propostas, sugeridas por Ana Amélia, é a destinação de parte da emenda da CRA ao Orçamento do próximo ano para o Censo. A outra, apresentada pelo senador Waldemir Moka (PMDB-MS), é levar à Casa Civil e à área econômica do governo a posição dos senadores quanto à relevância em garantir recursos para esse inadiável levantamento. 

— O Censo Agropecuário é fundamental para definição de políticas de planejamento, de crédito, de infraestrutura, na área social, questões climáticas ao setor que hoje sustenta a economia brasileira — disse a senadora Ana Amélia, presidente da CRA.

O presidente do IBGE explicou que o último censo agropecuário foi feito em 2006. Os dados deveriam ter sido atualizados depois de cinco anos, mas a contagem prevista para 2011 não foi realizada. Um novo levantamento estava programado para o próximo ano, mas foi cancelado devido a cortes de recursos determinados pela equipe econômica do governo.

— Além de ser uma atitude contra a lei não realizar o censo, é civilizatório fazer um censo, para manter a sociedade informada de tudo o que ocorre — frisou, ao pedir aos senadores que o ajudem a convencer o presidente Michel Temer a manter a execução do levantamento.

Senadores garantem empenho para viabilizar Censo Agropecuário

Custos

Conforme o presidente do IBGE, a realização do censo agropecuário demandará um investimento de cerca de R$ 1,15 bilhão. Desse total, R$ 850 milhões serão destinados à contratação de 82 mil servidores temporários, dos quais 62 mil serão recenseadores, que recebem por produção.

Para despesas com locomoção, treinamentos e processamento de dados, completou, serão necessários outros R$ 300 milhões. Munidos de tablets, os recenseadores visitarão 5,3 milhões de estabelecimentos rurais. Cada produtor rural responderá a um questionário desenvolvido em 284 telas, o qual, se impresso, teria 24 páginas e 49 quadros.

— O Brasil terá todo o seu território mapeado, reunindo informações sobre o que se utiliza como área urbana, como produção agropecuária, área indígena e como área verde, conservada e a se conservar — explicou.

Depois de produzidos, os dados do censo são utilizados por institutos de pesquisa, universidades, instituições bancárias que financiam o campo, pelo mercado e para orientar as políticas públicas direcionadas ao setor.

Críticas

Paulo Rabello criticou o governo da ex-presidente Dilma Rousseff pela não realização do censo agropecuário em 2011.

— Naquele momento, com superávit primário e com relativa folga fiscal, a administração federal anterior, sem justificativa, omitiu o censo e o IBGE teve que se resignar a esperar pelo novo quinquênio. Por que a administração anterior ‘pedalou’ o censo? — questionou o economista.


Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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