Senadores cobram medidas urgentes em apoio a suinocultores do Sul do país

28/04/2016 - Geral


Tema foi debatido durante audiência na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA)

Senadores cobram medidas urgentes em apoio a suinocultores do Sul do país

Para reduzir o preço da ração e salvar a suinocultura do Sul do País, senadores reunidos nesta quinta-feira (28) na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) pediram urgência na adoção de medidas como a isenção de PIS e Cofins na importação de milho e a redução de ICMS na comercialização do produto.

— O suinocultor tem pressa. Os animais precisam comer e, se não comerem, vão morrer, resultando em consequências no bolso do suinocultor, que vai parar de produzir — resumiu a presidente da CRA, senadora Ana Amélia (PP-RS).

Como explicou o senador Dário Berger (PMDB-SC), o milho é o principal insumo na alimentação de suínos e a alta do preço do grão tem inviabilizado a atividade.

Assim como Berger, o senador Blairo Maggi (PR-MT) cobrou agilidade na adoção de medidas emergenciais.

— Quando se lida com agropecuária, não se pode demorar um mês, dois meses para tomar uma decisão, senão já perdeu a lavoura, já perdeu a criação. A decisão tem que ser de hoje para amanhã — explicou.

Desequilíbrio

As dificuldades dos suinocultores foram relatadas por Losivânio de Lorenzi, presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, durante o debate na CRA. Em 2014, contou, o produtor comprava seis quilos de milho com a venda de um quilo de carne suína. Hoje, consegue comprar apenas três quilos do grão com o que recebe pelo quilo do suíno.

Como afirmou, a suinocultura não consegue acompanhar a alta do preço do milho, que chegou a 70% nos últimos 12 meses. O problema foi causado pelo aumento das exportações de milho, alavancadas pela alta do dólar. Em consequência, caiu a quantidade do produto no mercado interno, resultando na elevação de preços.

Segundo Nilo de Sá, diretor da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, o produtor gasta hoje R$ 3,90 para produzir um quilo de suíno, mas não consegue mais do que R$ 2,60 por quilo do animal que comercializa.

— Se houver uma quebradeira nesse setor, o que ocorrerá se algo não for feito de imediato, a economia de Santa Catarina estará comprometida — alertou.

Medidas emergenciais

Conforme Athos Lopes Filho, da Secretaria da Agricultura do governo de Santa Catarina, a principal preocupação tem sido com os pequenos produtores, que não têm recursos para manter os animais.

Além de medidas estaduais para desonerar a importação de milho, ele disse que o governo de Santa Catarina também estuda formas para viabilizar a compra do grão produzido em Mato Grosso, utilizando a rede ferroviária para reduzir o preço do frete.

Para socorrer pequenos criadores, Newton Araújo Silva Júnior, superintendente de Abastecimento Social da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), informou que o órgão dispõe de estoques no estado. No entanto, ele disse que os estoques nacionais de milho estão baixos, em quantidade insuficiente para atender também a demanda de médios e grandes produtores de suínos.

O representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Antônio Fagundes Salomão, também relatou esforços para facilitar o acesso de suinocultores a linhas de crédito para o custeio da atividade.

Na avaliação de Victor Ayres, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a alta do preço do milho afeta outras atividades, como a avicultura. Ele considera que a política pública de regulação de preços no mercado interno é ineficiente para as necessidades do produtor de proteína animal.

Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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