Senadora vai reforçar pedido de aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil

23/05/2017 - Geral


Rio Grande do Sul é responsável por 28% da produção nacional e será um dos beneficiados com a medida

Senadora vai reforçar pedido de aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil

A senadora Ana Amélia (PP-RS) irá reforçar ao ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, o pedido dos produtores de biodiesel com o objetivo de antecipar para julho o aumento da mistura obrigatória de 8% para 9% do combustível orgânico no diesel de petróleo. A obrigatoriedade do B9 está programada inicialmente para março do ano que vem e a B10 (10% de biodiesel na mistura) para março de 2018, conforme já previsto na Lei 13.263/2016.

O tema foi apresentado à senadora por lideranças do setor nesta terça-feira (23). Irineu Boff, diretor-presidente da OleoPlan e Donizete Tokarski, executivo da Ubrabio, explicaram que o aumento do biodiesel resultará em benefícios econômicos, pois além de incentivar a produção do óleo natural no Brasil, vai reduzir a importação do diesel fóssil. O Brasil deverá importar 12 bilhões de litros de diesel em 2017. A partir da medida solicitada, poderá reduzir esse índice.

Os produtores argumentam que, antecipando a exigência do o B9, estimula a indústria nacional e a economia com geração de emprego e renda e a oferta interna de farelo de soja, resultante do processamento do biocombustível e essencial para a produção de proteína animal.

A mistura de biodiesel atualmente é de 8% (B8), com um total de 4,2 bilhões de litros. O aumento de um ponto percentual levará um incremento de 300 milhões de litros, passando para 4,5 bilhões.

Cerca de 15 unidades estão paralisadas pelo elevado estresse de oferta decorrente dessa ociosidade. Por outro lado, a safra de soja estimada para o atual ciclo será recorde, o que significa a garantia de oferta da principal matéria-prima para a produção de óleo de soja.

O Rio Grande do Sul é o maior produtor de biodiesel do país, responsável por 28% do volume nacional. A capacidade de produção anual no Estado é de 2,1 bilhões de litros, mas a produção baseada na demanda para a mistura B8 é de cerca de 1,1 bilhão de litros, ou seja, as empresas estão sofrendo com uma ociosidade média de 48%. A mudança permitirá também a retomada das atividades em unidades paralisadas.

No encontro com o ministro, a senadora Ana Amélia irá conversar sobre a possibilidade de viabilizar, perante o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a antecipação do aumento na mistura obrigatória. A ação, avalia a senadora, ajudará a impulsionar, com previsibilidade, toda a cadeia produtiva, funcionando como medida anticíclica frente ao cenário econômico atual. 

Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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