Senadora participa de painel para debater modernização das leis trabalhistas em evento na Fiergs

17 de abr - Economia


Evento com a presença da senadora Ana Amélia foi promovido pelas federações das indústrias do RS, SC e PR

Modernização das leis trabalhistas é tema de debate promovido pelas federações das indústrias dos estados do Sul

No painel que debateu a modernização das leis trabalhistas, no 1º Fórum Sul Brasileiro de Relações do Trabalho, nesta segunda-feira (17), a senadora Ana Amélia (PP-RS) defendeu o fim da contribuição sindical obrigatória para empresários e trabalhadores. Mesmo que haja a contribuição voluntária, deve haver rigorosa fiscalização, observou a parlamentar. O Brasil tem, atualmente, 17 mil sindicatos. Os sindicatos que cumprem papel relevante não serão afetados, pois o trabalhador e o empreendedor vão querer contribuir voluntariamente para garantir a atuação em defesa dos direitos.

O debate foi promovido pelas federações das indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), de Santa Catarina (Fiesc) e do Paraná (Fiep), com mediação do jornalista Willian Waack. Participaram os deputados federais Alceu Moreira (PMDB-RS), Jeronimo Goergen (PP-RS), Mauro Pereira (PMDB-RS), Valdir Colatto (PMDB-SC) e Evandro Roman (PSD-PR).

Modernização das leis trabalhistas é tema de debate promovido pelas federações das indústrias dos estados do Sul

No painel também foram abordados temas como terceirização e reforma trabalhista. Ana Amélia salientou que os direitos adquiridos dos trabalhadores devem ser respeitados, mas a modernização das relações é importante para contribuir com a retomada do emprego no país. Também reafirmou sua posição contra o aumento de impostos.

Modernização

O presidente da FIERGS, Heitor José Müller, defendeu a modernização das leis do trabalho como forma de propiciar ao Brasil a recuperação de sua competitividade. Para o presidente da FIESC, Glauco Côrte, a importância da proposta de reforma está no conjunto e não em algum ponto específico. Côrte enfatizou a necessidade de que o Brasil consiga avançar para um estágio de desenvolvimento onde se valorize a negociação coletiva. Edson Luiz Campagnolo, presidente da FIEP, ressaltou que a atualização das leis do trabalho – conjugada às reformas da Previdência e Tributária – deve contribuir para reposicionar o Brasil e recolocar a economia nos trilhos. Ele acrescentou que é preciso criar condições para que o setor produtivo tenha maior capacidade de gerar empregos e reduzir o contingente de 13,5 milhões de brasileiros que estão em busca de trabalho.

O outro painel do evento teve como mediador o vice-presidente da CNI Alexandre Furlancom a presença de representantes da Justiça, entre eles a presidente do TRT 4, Beatriz Renck e a desembargadora do TRT 12, Ligia Gouvea. Elas esclareceram que a atuação da Justiça é necessária e continuará existindo, mesmo que as negociações coletivas ganhem a dimensão desejada. O ex-ministro do Trabalho e presidente do TST, Almir Pazzianotto e o juiz assessor da presidência do TST, Marlos Melek, completaram o painel. 

Carta de Porto Alegre

“Modernizar para empregar. Esta é a solução”. A Carta de Porto Alegre, um documento conjunto assinado pelos presidentes das Federações das Indústrias do RS, SC e PR foi elaborada para reforçar a posição dos empresários a respeito do que está sendo proposto pelo governo como reforma de leis trabalhistas. O documento foi entregue pessoalmente ao presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade.

No texto, está descrita como urgente “a modernização das leis e regramentos que impedem a manutenção e a geração de empregos formais na economia nacional. A lamentável estatística oficial do desemprego atesta, por si só, que o modelo atual se esgotou”, destacam as federações.

Com informações do site da Fiergs


Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


Ana Amélia defende fim da contribuição sindical obrigatória


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