Senadora Ana Amélia defende mais protagonismo das lideranças políticas para fortalecer Mercosul

2 de abr - Relações Exteriores


Especialistas falam em pauta comum do bloco regional para avançar em negociações com União Europeia

Senadora Ana Amélia defende mais protagonismo das lideranças políticas para fortalecer Mercosul

A senadora Ana Amélia (Progressistas-RS), que presidiu audiência pública do ciclo de debates sobre o Brasil e a Ordem Internacional na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) na última segunda-feira (2), afirmou que falta mais protagonismo das lideranças políticas para fortalecer o Mercosul.

—  Estamos padecendo também de uma falta de protagonismo, de lideranças políticas para dar um empuxo maior a isso, seja no campo da diplomacia, das relações exteriores, de política externa ou mesmo de capacidade de fortalecimento maior do bloco do Mercosul para uma agenda mais densa — destacou.

Durante o debate, os doutores de Sociologia da USP, Alcides Costa Vaz, e de Direito pela Universidade Nancy 2 (França), Gleisse Ribeiro Alves, chamaram a atenção para a necessidade de o Brasil e seus parceiros do Mercosul unificarem suas pautas de negociações junto à União Europeia.

A professora Gleisse Alves lembrou que não se consegue fechar um acordo em bloco se o bloco não está unido. Segundo ela, países como a Índia tomaram posições de estado para suas negociações internacionais e o Brasil deve fazer o mesmo.

— Temos de criar uma identidade para ter o que negociar com a União Europeia. Agricultura é o nosso carro-chefe? Então vamos negociar agricultura. Os países europeus sabem o que querem. Temos de definir o que queremos — frisou.

Na mesma linha, o professor Alcides Vaz defendeu a necessidade de se estabelecer bases permanentes de pontos de negociação que passem de governo para governo. Ele afirmou que os países sócios do Mercosul mudam várias vezes seus pontos de negociação e atrasam o processo.

— Em março de 2010 estive em uma série de reuniões em Bruxelas, com a expectativa de um clima de agora vai. Só que estamos em 2018 e o Brasil e o Mercosul não avançam — mencionou.

Alcides concluiu afirmando que os ventos liberalizantes do comércio não estão mais soprando como antes, o que torna muito importante o Brasil nortear de vez as bases de sua negociação com os diversos blocos e países.

A senadora Ana Amélia (PP-RS), que presidiu a audiência, lembrou que na década de 1980 se chegou a falar em ser criada uma moeda comum aos membros do Mercosul.

— Em 1995 os governos brasileiro, argentino, paraguaio e uruguaio anunciaram o início das negociações do bloco do Mercosul com a união Europeia.  Mas, as mudanças políticas e econômicas dos países membros do bloco terminaram atrasando essas negociações, que se arrastam sem conclusão — disse.

A senadora encerrou a reunião propondo a criação de pontes, ao contrário das barreiras que alguns governos passaram a defender.


Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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