Senado promove campanha Outubro Rosa contra o câncer de mama

07/10/2016 - Saúde


Autora de projetos na área, senadora Ana Amélia participou da cerimônia

Senado promove campanha Outubro Rosa contra o câncer de mama

Mais de 200 pessoas, entre parlamentares e autoridades convidadas, prestigiaram a cerimônia de lançamento da Campanha Outubro Rosa, nesta terça-feira (4), no Congresso Nacional. A senadora Ana Amélia (PP-RS), autora de projetos na área, participou do evento.

Com a iluminação de prédios públicos, como a sede do Poder Legislativo, a campanha de incentivo à promoção do diagnóstico precoce no Brasil, que está completando dez anos, chama a atenção da sociedade para a prevenção do câncer de mama.

De acordo com a programação, três audiências públicas estão programadas na Câmara dos Deputados e no Senado, para discutir a lei dos 60 dias e a lei da reconstituição mamária, no dia 19, por iniciativa da senadora Ana Amélia; a acessibilidade dos exames preventivos para mulheres com deficiência, no dia 20; e os principais tipos de câncer incidentes em mulheres, dia 25.

Exposição

A primeira solenidade desta terça foi a inauguração da exposição fotográfica Viva Vida. Aberta até o dia 14 de outubro, a exposição promovida pela Recomeçar – Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília combina fotografias e relatos.

— Queremos passar com a exposição a mensagem de que é possível superar a doença, vencer o câncer de mama e é possível recomeçar a vida —, disse a presidente da Recomeçar, Joana Jecker.

Ela explicou que tratam-se de “mensagens de mulheres que passaram pelo tratamento, pelo processo de reconstrução da mama e retomaram sua vida social”. A própria Joana detectou um nódulo em autoexame, aos 30 anos de idade. Depois, tornou-se uma líder em saúde.

Projetos e relatorias

A senadora Ana Amélia é autora da Lei 12.880/2013, para que os planos de saúde forneçam aos clientes com câncer remédios de uso oral no tratamento da doença. A iniciativa é considerada pela parlamentar uma das mais importantes do mandato, iniciado em 2011.

A senadora gaúcha também foi relatora da Lei 12.732/2012, obrigando o Sistema Único de Saúde (SUS) a iniciar o tratamento contra o câncer em, no máximo, 60 dias após o diagnóstico. A medida visa agilizar o começo do tratamento, que em alguns casos chega a demorar até seis meses, reduzindo as chances de cura dos pacientes.

— Quem tem câncer não pode esperar — acrescenta Ana Amélia.

Outra iniciativa relatada pela parlamentar foi a Lei 12.802/2013, exigindo que o SUS faça, na mesma cirurgia, a retirada do tumor e a reconstrução da mama.

Ana Amélia é autora ainda de projeto aprovado nesta semana em definitivo pelo Congresso e que seguirá para sanção. O PL 3595/12 assegura às mulheres com deficiência condições para a prevenção, a detecção e o tratamento dos cânceres de mama e de colo de útero no SUS.

Tratamento

A mais recente iniciativa é o projeto de lei (PLS 200/2015) que cria um marco regulatório na área de pesquisas clínicas com novos medicamentos. A proposta pretende retirar o Brasil da incômoda posição de um dos países mais atrasados na aprovação de protocolos de pesquisas. Aqui, a demora é de pelo menos um ano, podendo chegar a 15 meses, enquanto em outros países varia de um mês a no máximo seis meses. O PL foi apresentado em conjunto com os senadores Waldemir Moka (PMDB-MS) e Walter Pinheiro (PT-BA), e aguarda aprovação em mais duas comissões do Senado para seguir à Câmara.

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Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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