Senado abre encontro para discutir formas de melhorar assistência à primeira infância

20/10/2015 - Geral


Senadora Ana Amélia participou da abertura da 8ª Semana de Valorização da Primeira Infância, Cultura e Paz

Senado abre encontro para discutir formas de melhorar assistência à primeira infância

Foi aberta na manhã desta terça-feira (20) no Senado, no Auditório Petrônio Portella, a 8ª Semana de Valorização da Primeira Infância, Cultura e Paz. A nova edição do evento vai se concentrar na análise da epigenética e do desenvolvimento infantil. Ou seja, no debate sobre a influência das experiências positivas e negativas vividas pela gestante no comportamento e na saúde do bebê.

Na abertura do encontro, a procuradora da Mulher no Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), ressaltou a importância do projeto de lei (PLC 14/2015) que estabelece políticas públicas voltadas para crianças de zero a seis  anos.

— Enquanto muitos de nossos colegas parlamentares acham que a prioridade é a diminuição da maioridade penal, nós, mulheres, achamos que a prioridade é discutir a primeira infância, sobretudo na ótica da cultura da paz, caminho para construir uma sociedade melhor no futuro — afirmou Vanessa Grazziotin. Ela destacou a presença de quase metade das senadoras em exercício na abertura do evento.

A violência foi o tema abordado pela senadora Ana Amélia (PP-RS), que também participou da abertura.

— O convite [do evento] dizia: “mude a sociedade de amanhã cuidando das crianças hoje”. O Brasil vive, atualmente, o dilema de crianças violentas. Nós estamos indo na direção contrária à cultura da paz. Estamos numa cultura da infração e da intolerância, e eu penso que esse movimento da primeira infância é um começo para resolvermos o problema — afirmou Ana Amélia.

Ana Amélia ainda garantiu apoio ao PLC 14/2015. A parlamentar gaúcha também é autora do PLS 48/2015, para ampliar o âmbito do programa nacional de triagem neonatal no Brasil, o chamado Teste do Pezinho, aprovado recentemente pelo Senado.

A vice-presidente da Frente Parlamentar Mista da Primeira Infância, deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), também defendeu a adoção de medidas que melhorem as políticas públicas para essa faixa etária.

— Com certeza, se nós cuidarmos hoje melhor de nossas crianças, amanhã a gente não precisará discutir a redução da maioridade penal, nem a criação das vagas nos presídios brasileiros. Vai significar jovens e adultos melhor inseridos no mercado de trabalho e, com isso, uma cultura natural da paz — disse Carmen.

A representante da Unicef no Brasil, Cristina Albuquerque, pediu atenção às políticas públicas desenvolvidas para as comunidades tradicionais e demandou às autoridades presentes um cuidado especial às “crianças invisíveis”.

— Políticas desenhadas para a infância brasileira em geral não são eficazes em determinados contextos sociais como, particularmente, as crianças e bebês indígenas, as quilombolas e as ribeirinhas. Elas são o maior desafio do país para sobreviver — argumentou Cristina.

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Utilidade pública

Para o embaixador da França no Brasil, Laurent Bili, o tema epigenética e desenvolvimento infantil reúne elementos que ultrapassam o âmbito da herança genética e permite o entendimento da influência do ambiente no desenvolvimento cerebral da criança e do adulto.

— As pesquisas nessa área são de utilidade pública e servem, inclusive, para a elaboração de políticas públicas e sociais de prevenção de riscos e de assistência especial às crianças — afirmou.

O diretor-presidente da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Eduardo Queiroz, e o coordenador da Secretaria Executiva da Rede Nacional da Primeira Infância, Claudius Ceccon, salientaram a importância dos investimentos em pesquisas na área para valorização da criança.

— As estatísticas que vêm sendo utilizadas pela Universidade de Harvard e outras instituições têm mostrado que é absolutamente fundamental que uma série de requisitos sejam colocados à disposição de crianças pequenas para que tenham desenvolvimento de acordo com seu potencial — ressaltou Claudius.

A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, relembrou a história do evento e agradeceu aos organizadores, pela disposição em preparar o encontro, e à Embaixada da França, pela parceria no compartilhamento de experiências consolidadas sobre a valorização da primeira infância.

— É uma alegria saber que oito anos depois continuamos com o mesmo fôlego, com mais participação e mais ânimo para que, ano após ano, possamos discutir temas relacionados à primeira infância — disse.

Programação

A 8ª Semana de Valorização da Primeira Infância, Cultura e Paz vai até quinta-feira (22). Serão conferências, painéis e oficinas, com a presença de 22 palestrantes, entre médicos psiquiatras e pediatras, psicólogos, educadores e musicistas.

Na programação, estão previstos temas como legislação sobre a primeira infância e políticas públicas, estresse perinatal e desenvolvimento neuropsicológico e educação musical na primeira infância. Todas as informações da 8ª Semana de Valorização da Primeira Infância, Cultura e Paz podem ser encontradas no endereço www.senado.gov.br/senado/Programas/InfanciaePaz.

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Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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