Reunião da CRE em São Paulo debate questões relacionadas à indústria da defesa e da inovação

21/09/2015 - Geral


Senadora Ana Amélia participou do encontro da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, presidido pelo senador Aloysio Nunes

Reunião da CRE em São Paulo debate questões relacionadas à indústria da defesa e da inovação

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado reuniu-se na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) para discutir a situação da indústria da defesa. Os senadores temem que cortes no orçamento afetem programas estratégicos. Durante o primeiro ciclo de debates sobre a indústria de defesa nacional, a comissão foi alertada sobre o impacto da crise econômica no setor.

O relator da avaliação da defesa nacional comissão, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) afirmou que representantes da cadeia produtiva identificaram um conjunto de projetos que correm risco de continuidade caso as verbas sejam suspensas.

- O que nós estamos assistindo é um verdadeiro desmonte de projetos importantes, projetos estratégicos, relacionados sobretudo à grande transferência de tecnologia. Os cronogramas estão atrasados, o governo está inadimplente com um conjunto grande dessas empresas, de modo que nós saímos daqui muito preocupados - disse Ferraço.

O senador Jorge Viana (PT-AC) disse que haverá um esforço para manter os investimentos nos programas considerados mais importantes, enumerando alguns.

- O programa que cuida da proteção dos mares, que lida com o submarino nuclear, com a produção dos aviões de carga, o KC-390, os helicópteros. E o que vai ter é um esforço nosso junto ao governo para que a gente preserve esses programas que são os mais estratégicos mesmo no momento de dificuldade - disse Jorge Viana.

Já a  senadora Ana Amélia (PP-RS) lembrou as dificuldades de descontinuar projetos relacionados à defesa nacional.

- Cada vez que você para um projeto desta relevância, você acaba impactando sobre toda a cadeia produtiva. E também na própria dispensa de uma mão de obra extremamente qualificada, porque depois que você retomar, depois de uma crise, você tem que começar do zero - alertou Ana Amélia.

Os senadores também mencionaram como prioritários investimentos na área de comunicação, como a construção e o lançamento de satélites, e o programa Sisfron, que monitora as fronteiras do país. A reunião também contou com a presença do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.

Na reunião, Sergio Vaquelli, diretor titular adjunto do Comdefesa/Fiesp, fez um retrato preocupante da economia e as projeções e riscos da suspensão de importantes projetos na área espacial e de defesa, como o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). A indústria espacial teve queda de 50% nos últimos três anos. Um dos dados impactantes é de que dos R$ 110 bilhões de investimentos e custeio aplicados em defesa e segurança, a área federal ficou com R$ 25 bilhões, R$ 47 bilhões foram para a segurança dos Estadps, R$ 7 bilhões na Polícia Federal e R$ 31 bilhões em segurança privada, no período de 2009 a 2014.

A senadora Ana Amélia também chamou atenção para o que disse o representante da COMDEFESA/RS, Major-Brigadeiro-do-Ar Raul Ferreira Dias. Ele manifestou grande preocupação com duas questões: o risco do contingenciamento de 30% dos repasses obrigatórios ao Sistema S que, segundo ele, comprometerá os programas de formação de mão de obra especializada para a indústria da defesa e aeroespacial, e também com a decisão da Camex, que onerou em115% a 117% as exportações de armas para países da América do Sul.

O resultado foi a queda na produção e demissão de empregados.  O quadro geral apresentado é grave, pois deixa o país muito vulnerável no controle da fronteira, na defesa cibernética, na indústria aeroespacial, satélites e outras áreas importantes que dizem respeito à própria soberania do país.

Também participaram, entre outros, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança, Sami Hassuani, do diretor do Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa), Jairo Cândido, do coordenador do novo Comitê da Fiesc para o Desenvolvimento da Indústria Aeronáutica, Cesar Augusto Olsen, do Comandante Militar do Sudeste, General de Exército Mauro Cesar Lourena Cid, do Comandante do 8º Distrito Naval, Vice-Almirante Cláudio Castilho Dall'Antonia e do comandante do IV Comar, major brigadeiro-do-ar Marcelo Kanitz Damasceno.

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Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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