"Recebi muitas mensagens com criticas à gritaria da oposição", relata senadora

02/06/2016 - Geral


A parlamentar também negou que Dilma Rousseff esteja sendo prejudicada em seu direito de defesa

Ana Amélia critica nível do debate na Comissão do Impeachment

A senadora Ana Amélia (PP-RS) criticou, nesta quinta-feira (2), o nível do debate que está sendo feito na Comissão Especial do Impeachment. Ana Amélia afirmou que não há respeito entre oposição e defesa e pediu equilíbrio e serenidade na discussão.

A senadora ressaltou que alguns parlamentares estão tentando procrastinar o processo tentando incluir matérias estranhas à denúncia apresentada na Câmara dos Deputados. A senadora destacou que já se passaram oito meses do início do processo até agora, o dobro do tempo gasto no impeachment do ex-presidente Collor.

— Eu recebi, fiquei muito triste, muitas mensagens pelas redes sociais dizendo que não estavam aguentando a forma e a gritaria que a oposição está levando aquele trabalho. Na base do grito. Nós criticamos tanto a Câmara pelo que aconteceu e agora está acontecendo pior. Pior, porque não há respeito entre as partes. Quando há uma divergência se resolve na votação: maioria e minoria — disse a senadora.

A parlamentar também negou que Dilma Rousseff esteja sendo prejudicada em seu direito de defesa, conforme alegaram os defensores da presidente afastada. Ana Amélia disse que os direitos dos defensores da presidente afastada estão sendo mantidos e que esta é uma das preocupações do presidente da Comissão Especial, Raimundo Lira (PMDB-PB).

Segundo ela, Lira mostrou uma "paciência oriental" na reunião de quinta-feira (2), quando o advogado da denunciada, o ex-Ministro José Eduardo Cardozo, teve todas as chances de se manifestar.

— Os aliados fazem seu papel e os respeito pela fibra e coragem. O bom é que a transmissão ao vivo permite a avaliação das pessoas. Não é possível que 80 requerimentos sejam votados um a um. Não precisa ser inteligente para entender que essa é uma manobra para procrastinar o processo — disse.



Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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