Procurador aponta plano de fraude fiscal por parte do governo Dilma

25/08/2016 - Geral


Senadora Ana Amélia comparou Dilma à síndica de um edifício que gastou, sem autorização, o que não poderia

Procurador aponta plano de fraude fiscal por parte do governo Dilma

Ouvido como informante pelos senadores, o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) Júlio Marcelo de Oliveira reafirmou nesta quinta-feira (25) que houve fraude fiscal no governo da presidente afastada, Dilma Roussef. O procurador seria a primeira das duas testemunhas de acusação no julgamento de Dilma Rousseff pelo Plenário do Senado, mas foi desqualificado em razão de postagens contra ela em redes sociais.

Mesmo com a mudança, respondeu às perguntas de senadores.  Para ele, as práticas consideradas fraudes fiscais foram iniciadas em 2013 e continuadas ao longo de 2014 e 2015, sendo caracterizadas pela omissão de registro da dívida pública; edição ilegal de decretos de crédito suplementar e financiamento de despesas do governo por bancos federais, como Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

- Foi um grande plano de fraude fiscal que contou com a omissão do registro das dívidas, com a fraude aos decretos de contingenciamento e com a utilização dos bancos públicos federais como fonte de financiamento ilegal, proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal – afirmou.

Síndica

Na pergunta que fez ao procurador do TCU,  a senadora Ana Amélia (PP-RS) explicou o crime de Dilma comparando-a à síndica de um edifício que fez uma reforma e gastou, sem autorização dos condôminos, o que não poderia. O resultado, disse a senadora, foi que faltou dinheiro para pagar a luz e os condôminos pagaram taxa extra pela irresponsabilidade.

— É como se fosse o síndico de um edifício e ela seria a síndica do edifício chamado Brasil. E essa síndica, sem consultar a assembleia dos condôminos, decide fazer uma reforma luxuosa no prédio sem esta consulta. E depois vem a conta para os condôminos pagar. Mas aí já é tarde. A conta já foi feita e vai ter que ser paga — explicou.

O procurador, ao comentar, ainda acrescentou:

—Todo condomínio tem um orçamento aprovado pela assembleia. Imagine que a assembleia aprove o orçamento, mas o síndico resolva gastar de uma forma diferente e contraia empréstimos para suplementar a arrecadação acima daquilo que está aprovado pela assembleia e, depois, vá deixar essas obrigações serem suportadas pelos condôminos. Então, é esta a natureza da responsabilidade: uma gestão fiscal ilegal e que deixa consequências ruinosas para a economia — disse Júlio Marcelo.


Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


Ana Amélia compara Dilma à síndica de prédio que gastou, sem autorização, o que não poderia


Mais notícias:

18 de ago
Em Nova Hartz, Ana Amélia recebe demandas do setor calçadista
Em roteiro no Vale dos Sinos nesta sexta-feira (18), a senadora Ana Amélia (PP-RS), esteve reunida em Nova Hartz com o prefeito, Flavio Jost, e representantes do setor calçadista que apresentaram os principais desafios enfrentados para empreender. A mais insistente demanda é que…

16 de ago
TRE-RS conclui estudo sobre o impacto do rezoneamento eleitoral no estado
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), desembargador Carlos Marchionatti, comunicou à senadora Ana Amélia (PP-RS), nesta quarta-feira (16), que foi concluído memorial detalhando como o rezoneamento previsto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prejudicará os eleitores gaúchos…

Acompanhe NOSSO TRABALHO
nas redes sociais

Receba novidades e informações no seu e-mail