Participantes de audiência apontam medidas para diminuir evasão no Pronatec

25/09/2017 - Agricultura


Exame de aptidão no início e no final do curso foi uma das sugestões apresentadas em audiência

Participantes de audiência apontam medidas para diminuir evasão no Pronatec

A redução do índice de evasão no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) foi discutida, nesta segunda-feira (25), durante audiência pública da Comissão de Educação Cultura e Esporte. Os participantes da audiência sugeriram medidas para aprimorar o programa e diminuir o índice de evasão, entre elas, a realização de um exame de aptidão no início e no final do curso.

O Pronatec tem como objetivo democratizar a oferta de cursos técnicos e profissionais de nível médio e de cursos de formação inicial e continuada para trabalhadores.

De acordo com Lucas Ferreira Mation, chefe da Assessoria Técnica da Presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o teste inicial não seria para determinar quem entra ou não, mas para decidir qual é o curso mais adequado para a pessoa e, então, evitar desistências. Já o teste final teria como proposta avaliar o aprendizado.

— É importante a gente avaliar para melhorar a efetividade das políticas — disse.

Lucas Ferreira Mation sugeriu ainda, com o objetivo de fortalecer a gestão do Pronatec,  a realização das inscrições por meio de um portal centralizado, como já acontece com o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Em sua opinião, a mudança permitiria diminuir as falhas do Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec), que recebe informações de diversos provedores.

Nivelamento

Marcos Vinicius de Souza, secretário de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, ressaltou que, infelizmente, "entra quem quer nos cursos" e, nos mais exigentes, as pessoas acabam saindo porque não conseguem acompanhar.

—  Um correto nivelamento inicial apenas para saber se a pessoa consegue acompanhar aquele curso ou não já reduziria bastante a evasão que temos visto — defendeu.

Os convidados para a audiência também ressaltaram que os cursos têm que ser atualizados e alinhados com as demandas da sociedade, do mercado de trabalho e do setor produtivo e acrescentaram que a evasão gera um custo muito alto não só para o governo, mas também para as empresas envolvidas.

Focalização

Almir Serra Martins Menezes Neto, auditor de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU), defendeu o aprofundamento de estudos para aperfeiçoar o foco, ou seja, qual curso vai ser oferecido, onde e para qual tipo de público.

Almir Serra Martins Menezes Neto também defendeu a efetividade dos cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) da Bolsa-Formação. Ele explicou que esses cursos apresentam resultados em termos de empregabilidade e atacam um público que não é o mesmo dos cursos de longa duração.


Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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