No Dia Internacional do Idoso, Ana Amélia alerta para prejuízos de fundos de pensão

01/10/2015 - Geral


Senadora também pediu agilidade na votação do crédito especial para os aposentados do Aerus

No Dia Internacional do Idoso, Ana Amélia alerta para prejuízos de fundos de pensão

Em Plenário, a senadora Ana Amélia (PP-RS) registrou a passagem do Dia Internacional do Idoso, comemorado nesta quinta-feira (1º). Ela mencionou dados da Organização Mundial da Saúde que indicam que, em 2050, os idosos serão 30% da população brasileira.

Ainda de acordo com a senadora, com base em informação repassada por Alexandre Kalache, do Centro Internacional para a Longevidade no Brasil, ligado à Organização Mundial de Saúde (OMS), é "quase um milagre" a expectativa de vida no país ter alcançado os índices atuais, por causa do baixo acesso dos brasileiros às condições necessárias para que isso aconteça.

Aposentados e pensionistas

Ana Amélia também lembrou da situação dos aposentados e pensionistas da Varig, desassistidos apesar de terem contribuído para a previdência.

— E não há como falar de idosos sem lembrar o drama de uma parcela deles, ligada ao Aerus, fundo de previdência complementar dos trabalhadores da Varig — acrescentou a senadora.

Ana Amélia salientou que eles aguardam há meses a votação, pelo Congresso Nacional, de projeto de lei que abre crédito especial de 368 milhões de reais para o Ministério da Previdência indenizar, parcialmente, cerca de dez mil beneficiários do Aerus.

— A demora na votação, por causa de impasses entre a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, e a crise econômica dificultam ainda mais o dia a dia dessas pessoas — lamentou a senadora.

Ana Amélia ainda defendeu projeto dela que dá mais transparência na gestão dos fundos de pensão das estatais, para assegurar aos beneficiários dessas entidades uma aposentadoria merecida, sem os mesmos problemas enfrentados pelos trabalhadores ligados ao Aeros.

Fundos de pensão públicos

Ela lembrou que uma CPI no Senado deve apurar irregularidades nos fundos ligados aos trabalhadores da Petrobras, Caixa Econômica Federal e Correios, que indicam prejuízo de R$ 31 bilhões.

E tudo isso, acrescentou Ana Amélia, por causa do uso indevido do dinheiro desses fundos em aplicações e investimentos arriscados, inclusive em países como Argentina e Venezuela.

— Milhares de trabalhadores das empresas estatais têm, por isso, buscado estancar as enormes incertezas que assombram a rentabilidade desses fundos, dessas aposentadorias complementares. Os temores sobre o destino de suas poupanças, que compõem as reservas dos fundos, não são de hoje. É preciso, acima de tudo, garantir segurança e transparência, que são requisitos indispensáveis para a boa governança e o desenvolvimento sustentável desses fundos.


Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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