Mulheres com deficiência física tem direito, pelo SUS, à mamografia adaptada

09/12/2016 - Saúde


Lei de autoria da senadora Ana Amélia, sancionada no mês passado, asseguro o direito

Mulheres com deficiência física tem direito, pelo SUS, à mamografia adaptada

A mamografia é como um raio X dos seios. Para fazer o exame, a mulher fica de pé, sem roupa na parte de cima e as mamas são, uma a uma, comprimidas pelo mamógrafo. Incomoda? Sim, incomoda, mas é, segundo a Sociedade Brasileira de Mamografia, o caminho mais seguro para a detecção precoce do câncer de mama.

A estudante Carla Karine Oliveira nem se aborreceu muito com o mal-estar causado pelo exame. O que a deixou revoltada foi descobrir, na prática, que, para as mulheres com deficiência motora, fazer a mamografia é quase impossível. Como ficar em pé, conforme exigido? Carla faz parte de um universo de mais de 8 milhões de brasileiras com deficiência física, segundo o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Sancionada no mês passado, a Lei 13.362/2016, de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS) assegura às mulheres com deficiência o acesso a equipamentos adequados para exames de prevenção, diagnóstico e tratamento dos cânceres de mama e de colo de útero no SUS. O projeto muda a Lei 11.664/2008, que trata das ações de saúde para a detecção e tratamento desses tipos de câncer.

A parlamentar defende ser preciso tratar de maneira desigual as situações desiguais.

— Não podemos tratar da mesma maneira situações diferentes. E é exatamente este o sentido do projeto. Queremos que o Sistema Único de Saúde assegure a essas mulheres equipamento especial para que elas possam, em unidades especiais próprias, fazer esses exames de prevenção, especialmente no caso da mamografia, para o câncer de mama, e também do exame intrauterino, para o caso do câncer de útero — afirmou.

Ana Amélia é também autora de projeto que suspende a portaria do Ministério da Saúde (Portaria 1.253/2013) com a prioridade para as mulheres entre 50 e 69 anos no exame de mamografia (PDS 2/2014). Para ela, a limitação de idade é uma discriminação contra as mulheres mais novas.

— Mulheres cada vez mais jovens estão tendo que se submeter à mastectomia. Então, não é possível que se faça a mamografia após os 50 anos de idade, e sim o quanto antes, porque temos com a prevenção a possibilidade de curar muitas mulheres.

Foto: Milton Michida/Governo do Estado de SP


Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


Mulheres com deficiência física tem direito à mamografia pelo SUS com equipamentos adaptados


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