Medicina personalizada é debatida em fórum no Senado Federal

15/08/2017 - Saúde


Senadora Ana Amélia participou da abertura do evento

Medicina personalizada é debatida em fórum no Senado Federal

O Instituto Lado a Lado pela Vida promoveu nesta terça-feira (15) o I Fórum Nacional sobre Medicina Personalizada. No encontro foram debatidos os avanços no campo da medicina e como estas novas tecnologias podem contribuir para prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer.

Na abertura do fórum, a senadora Ana Amélia (PP-RS) destacou iniciativas que o Congresso Nacional tem avaliado para combater a doença. Ela citou o projeto de lei (PLS 200/2015), que agiliza a liberação de pesquisas clínicas no país. O projeto tem por objetivo criar um marco regulatório para análise e registro de novos medicamentos no tratamento do câncer, Alzheimer, diabetes e outras doenças.

— O Brasil um dos países que mais demoram a autorizar esse tipo de pesquisa: uma autorização leva de 10 a 15 meses, enquanto no restante do mundo esse prazo varia de 3 a 6 meses. A demora desestimula a vinda de novas pesquisas para o País, o que deixa o Brasil à margem de estudos relevantes para avanços na medicina — disse a senadora.

A ideia surgiu a partir do caso de paciente de câncer de pulmão de Ijuí/RS que enviou uma carta pedindo à senadora que mais pessoas tenham o direito de participar de pesquisas clínicas para ter a esperança de cura ou prolongamento de vida. Por cinco anos, Afonso foi voluntário de pesquisas clínicas, coordenadas pelo oncologista do Hospital de Caridade de Ijuí, Fábio Franke.

De autoria da senadora Ana Amélia, em parceria com os senadores Waldemir Moka e Walter Pinheiro, o projeto foi aprovado no Senado federal e tramita na Câmara dos Deputados. Se aprovada, a proposta poderá destravar pesquisas para impulsionar a medicina personalizada no brasil. Essa abordagem médica é baseada em informações individualizadas em relação a dados clínicos, genéticos e genômicos.

Ana Amélia também é autora da lei que obriga os planos de saúde a oferecer quimioterapia oral aos pacientes com câncer e da lei que assegura mamografia adaptada a mulheres com deficiência, pelo SUS. Foi relatora da lei que determina o início do tratamento do câncer em até 60 dias após o diagnóstico e da lei que autoriza a cirurgia para implantação de prótese mamária no mesmo procedimento para a retirada do tumor, ambas pelo SUS.

Em 9 de agosto, foi premiada pelo Instituto do Câncer de São Paulo pela atuação voltada a pacientes de câncer. No primeiro ano de mandato, a parlamentar gaúcha editou manual resumido sobre os direitos garantidos a quem têm a doença diagnosticada. A publicação foi inspirada no livro “Câncer – Direito e Cidadania”, da advogada Antonieta Barbosa. A Fundação Milton Campos, presidida pela senadora Ana Amélia, já editou 100 mil exemplares da cartilha sobre câncer de mama e fará publicações em outras áreas. 

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Fonte: Assessoria de Imprensa


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