Em audiência no Senado, Ministro da Agricultura defende setor de exportações de carnes

22 de mar - Agricultura


Blairo Maggi participou de reunião com senadores nas comissões de Agricultura (CRA) e Assuntos Econômicos (CAE)

Em audiência no Senado, Ministro da Agricultura defende setor de exportações de carnes

Ouvido nesta quarta-feira (22) pelas Comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Assuntos Econômicos (CAE), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, defendeu diante dos senadores o processo de industrialização de carnes no Brasil e o serviço de inspeção que atesta a sanidade dos frigoríficos e granjas. Para ele, é hora de recuperar a confiança do mercado internacional ao mostrar que o problema detectado na Operação Carne Fraca da Polícia Federal é “pontual e localizado”, relacionado ao “desvio de conduta de servidores” e não à qualidade do produto.

— Nós apoiamos a investigação da Polícia Federal desde que feita dentro dos critérios que deve ser feita, com técnicos que conheçam os regulamentos — ressaltou.

Blairo afirmou que não tem como defender quem cometeu irregularidades. Dois superintendentes da Agricultura envolvidos no escândalo foram exonerados e 33 servidores dos ministério afastados. Três frigoríficos foram interditados e outros 18 tiveram as exportações suspensas até que as fiscalizações sejam concluídas.

Depois de o Japão declarar que vai suspender temporariamente apenas a importação das 21 unidades investigadas, a maior preocupação do governo agora é com a China e Hong Kong, responsáveis por cerca de 40% das exportações e receitas.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) destacou que o maior prejuízo ainda não foi contabilizado. A Operação Carne Fraca, segundo a parlamentar gaúcha, terá impactos na economia dos pequenos produtores de carnes de frango e suína e em outros setores produtivos.

— Haverá impactos no preço do milho e do farelo de soja usados na ração, no setor de embalagens e transportes e nos produtos veterinários. Mas a minha grande preocupação é com os pequenos produtores de frango e suínos que entregam seus produtos para a indústria. O ciclo de produção não pode parar —, disse.

Em audiência no Senado, Ministro da Agricultura defende setor de exportações de carnes

Segundo Ana Amélia, o governo deve trabalhar energicamente para reconquistar o padrão de qualidade das carnes brasileiras no mercado internacional. De acordo com o Ministério da Agricultura, a média de embarque diário de carnes exportadas gira em torno de US$ 63 milhões. Ontem, no entanto, foram apenas US$ 74 mil de produtos embarcados.

— Conquistamos o mercado internacional em décadas de luta. E de uma hora para outra ele foi fechado. Temos que recuperar o tempo perdido trabalhando energicamente — avaliou a parlamentar gaúcha.

De acordo com o ministro Blairo Maggi, o setor de carnes gera 6,7 milhões de empregos no país, além de envolver mais de 300 mil famílias no campo. O Brasil, que é responsável por 7% do mercado mundial de alimentos, é o maior exportador mundial de carnes bovina e de frango e o segundo maior país produtor dessas carnes, atrás apenas dos Estados Unidos. Já em relação à carne suína, o Brasil é o quarto maior país exportador e o quarto maior produtor mundial.

— É um choque muito grande que esse setor não merecia sofrer. O grande trabalho que nós temos daqui para frente é de recuperar, de reorganizar as nossas forças, de correr atrás, viajar o mundo, tentar explicar o que aconteceu aqui, que foi desvio de algumas pessoas e não do sistema e não de uma indústria forte que nós temos — completou o ministro Blairo Maggi.

As exportações brasileiras de carnes somaram 6,3 milhões de toneladas, o que totalizou US$ 13,5 bilhões. Esse montante, equivale a 7,3% das exportações totais do Brasil em 2016, que foram de US$ 185 bilhões. A carne é o quarto principal produto das exportações brasileiras, ficando atrás da soja (25,4 bilhões exportados em 2016), material de transporte e componentes e minérios e metalurgia. As carnes nacionais foram vendidas para 165 países no ano passado, continuou o ministro, sendo os maiores compradores os Estados Unidos, a China, Hong Kong e Arábia Saudita.


Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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