Dia Mundial de Combate ao Câncer: Ana Amélia é autora e relatora de leis para melhorar tratamento

7 de abr - Saúde


Senadora é autora da lei da quimioterapia oral e relatora da lei para reconstrução da mama

Dia Mundial de Combate ao Câncer: Ana Amélia é autora e relatora de leis para melhorar tratamento

Neste sábado, 8 de abril, transcorre o Dia Mundial de Combate ao Câncer, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de mobilizar a sociedade em relação à prevenção da doença com hábitos saudáveis e da importância do diagnóstico precoce.

Melhorar o tratamento do câncer tem sido uma das prioridades do mandato da senadora Ana Amélia (PP-RS), que é autora e relatora de projetos na área, além de propor permanentes debates sobre o tema com especialistas para cobrar ações do governo.

— Essa causa é de extrema relevância e contará sempre com meu compromisso — garantiu a senadora.

Ana Amélia é autora da Lei 12.880/2013, para que os planos de saúde forneçam aos clientes com câncer remédios de uso oral no tratamento da doença. A iniciativa é considerada pela parlamentar uma das mais importantes do mandato, iniciado em 2011.

A senadora gaúcha foi relatora da Lei 12.732/2012, obrigando o Sistema Único de Saúde (SUS) a iniciar o tratamento contra o câncer em, no máximo, 60 dias após o diagnóstico. A medida visa agilizar o começo do tratamento, que em alguns casos chega a demorar até seis meses ou mais, reduzindo as chances de cura dos pacientes.

— Quem tem câncer não pode esperar — acrescenta Ana Amélia.

Outra iniciativa relatada pela parlamentar foi a Lei 12.802/2013, exigindo que o SUS faça, na mesma cirurgia, a retirada do tumor e a reconstrução da mama.

Ana Amélia também é autora da lei 13.362/2016, que assegura às mulheres com deficiência condições para a prevenção, a detecção e o tratamento dos cânceres de mama e de colo de útero no SUS.

Avanço

A mais recente iniciativa é o projeto de lei (PLS 200/2015) que cria um marco regulatório na área de pesquisas clínicas com novos medicamentos. A proposta pretende retirar o Brasil da incômoda posição de um dos países mais atrasados na aprovação de protocolos de pesquisas. No Brasil, a demora é de pelo menos um ano, podendo chegar a 15 meses, enquanto em outros países varia de um mês a no máximo seis meses. O PL foi apresentado em conjunto com os senadores Waldemir Moka (PMDB-MS) e Walter Pinheiro (PT-BA), e foi aprovado em fevereiro deste ano. A matéria está sendo analisada agora na Câmara dos Deputados.

Debates

Ana Amélia já foi mobilizou o Senado para que participasse de campanhas importantes de prevenção ao câncer, entre elas o Outubro Rosa e o Novembro Azul. A parlamentar também já promoveu debates na Comissão de Assuntos Sociais sobre o câncer de intestino, em 2014, e é autora do requerimento para debater o tratamento do câncer colorretal, que ocorrerá no primeiro semestre de 2017. Recentemente, em março, Ana Amélia recebeu dirigentes da Associação Câncer de Boca e Garganta, que apresentaram as demandas da entidade e também estarão no Senado para debater ações relacionadas à doença.

Casos

A estimativa, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) é que ao longo de 2017 sejam registrados 600 mil novos casos de câncer. No mundo ocorrem mais de 8 milhões de mortes por ano devido ao câncer, no Brasil, ocorrem mais de 180 mil mortes por ano.

O câncer de pulmão foi o campeão no número de casos no mundo, com 1,8 milhão de registros (13% do total), seguido pelo câncer de mama, com 1,7 milhão de casos (11,9%) e pelo tumor de intestino grosso, que atingiu 1,4 milhão de pessoas (9,7%). O câncer de pulmão também é o responsável pelo maior número de mortes. Em 2012, a doença matou 1,6 milhão de pacientes no planeta. Em seguida, aparecem os tumores de fígado e de estômago, com 800 mil e 700 mil mortes, respectivamente.

O tipo de câncer mais incidente no Brasil neste ano será o de pele não melanoma (175.760 casos novos a cada ano, sendo 80.850 em homens e 94.910 em mulheres), que corresponde a 29% do total estimado. Depois desse, para os homens, os cânceres mais incidentes serão os de próstata (61.200 novos casos/ano), pulmão (17.330), cólon e reto (16.660), estômago (12.920), cavidade oral (11.140), esôfago (7.950), bexiga (7.200), laringe (6.360) e leucemias (5.540). Entre as mulheres, as maiores incidências serão de cânceres de mama (57.960), cólon e reto (17.620), colo do útero (16.340), pulmão (10.860), estômago (7.600), corpo do útero (6.950), ovário (6.150), glândula tireóide (5.870) e linfoma não-Hodgkin (5.030).

Fatores

Alguns hábitos prejudiciais são considerados a origem do surgimento de diferentes tipos de tumores, e devem ser evitados, como: o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, vida sedentária, obesidade e alimentação deficiente em fibras, entre outros. Especialistas apontam que, hoje, 80% das causas conhecidas de câncer estão relacionadas a esses fatores de risco, enquanto 20% são de origem genética.

As insuficientes políticas públicas de prevenção e detecção precoce do problema, assim como as dificuldades de acesso ao tratamento, colaboram para que a doença cresça, sobretudo nas nações em desenvolvimento.


Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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