Declaração de presidente da CUT foi 'totalmente inoportuna', diz Ana Amélia

14/08/2015 - Geral


Senadora defendeu o direito livre e democrático dos brasileiros de sair às ruas nas manifestações de domingo

Declaração de presidente da CUT foi 'totalmente inoportuna', diz Ana Amélia

Em pronunciamento no Plenário do Senado na manhã desta sexta-feira (14), a senadora Ana Amélia (PP-RS) cobrou "responsabilidade" de todos os atores envolvidos no debate político atual, marcado por um cenário de crises no campo econômico e institucional com potencial para tornarem-se mais graves.

A senadora referiu-se à fala do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, durante solenidade ontem com a presidente Dilma Rousseff e representantes de outras entidades trabalhistas e de movimentos sociais. Na ocasião, Freitas disse que militantes estariam dispostos a "se entrincheirarem e pegarem em armas" em defesa do mandato da presidente.

Para Ana Amélia, a declaração do sindicalista foi "totalmente inoportuna" e constrangedora para a própria Dilma. A senadora viu com alívio o fato de a manifestação de Freitas ter sido em seguida contraposta a outras durante e após a solenidade.

Ela referiu-se à fala da própria presidente, ao afirmar que o Brasil é uma democracia e deve-se sempre respeitar quem pensa de forma diferente. A senadora, que se declara independente e não de oposição ao governo, citou ainda que Dilma falou em "diálogo" e que "não é na pauleira que se resolvem as coisas num regime democrático".

— Além do mais, a cada ação intolerante poderá sobrevir uma reação também à mesma maneira. É preciso muito mais responsabilidade numa hora dessas — cobrou a senadora.

Ana Amélia citou telefonemas que recebeu em seu gabinete, de cidadãos que já estariam "temerosos" de participarem das manifestações previstas para o próximo domingo.

— Será que a fala do presidente da CUT é uma tentativa de intimidar quem está insatisfeito? — questionou, fazendo uma alusão ainda a uma fala do ex-presidente Lula no início do ano de que "o exército do Stedile (líder do MST)" também sairia em defesa de Dilma.

A senadora também elogiou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcos Vinicius Coelho, por ter dito que no Brasil de hoje "não existe mais espaço para ameaças e violência política". Ana Amélia ainda mencionou que Freitas teria dito depois "ter sido mal interpretado".

Declaração de presidente da CUT foi 'totalmente inoportuna', diz Ana Amélia



Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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