Crescimento do protecionismo exige atitude mais enérgica da diplomacia brasileira, diz Ana Amélia

12 de jun - Relações Exteriores


Declaração foi feita após China impor tarifas nas importações de frango do Brasil

Crescimento do protecionismo exige atitude mais enérgica da diplomacia brasileira, diz Ana Amélia

Após a China anunciar a imposição de direito antidumping provisório sobre as importações de carne de frango brasileira, a Senadora Ana Amélia (Progressistas-RS) cobrou uma atitude mais enérgica do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

— O enfrentamento na área comercial vai se dar na medida de termos bons argumentos e uma atitude de maior coragem na área diplomática para esse enfrentamento — disse  a parlamentar durante audiência pública, na última terça-feira (12), na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado (CRA), que tratou do impacto da Operação Carne Fraca da Polícia Federal, especialmente no estado de Goiás, e dos efeitos de barreiras internacionais impostas por países que importam proteína animal do Brasil. 

Citando as sucessivas barreiras comerciais que têm sido impostas por diversos países, como a cobrança de "depósitos" pela China, entre 18,8% e 38,4% do valor das compras, a parlamentar disse que as medidas protecionistas irão exigir um rigor não só do esforço pessoal do Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, mas da diplomacia brasileira. Na ocasião, Maggi informou que as exportações brasileiras de frango acumularam queda de 5,6%, nos três primeiros meses de 2018, por conta de proibições comerciais, diferentemente das questões sobre saúde pública. Na ocasião, Maggi afirmou que alertou o Ministério das Relações Exteriores e a Presidência da República sobre a gravidade das sucessivas barreiras ao comércio de produtos agropecuários brasileiros.

Embaixador na China

o Embaixador Paulo Estivallet de Mesquita, sabatinado na última quarta-feira (13) na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional para missão na China, disse à Senadora Ana Amélia que o protecionismo chinês é, sem dúvida, um problema e que o Brasil, por outro lado, aplica quase 60 medidas antidumping contra importações chinesas, enquanto a China aplica duas ou três medidas contra produtos brasileiros.

— O impacto acaba sendo maior porque as nossas exportações são mais concentradas, mas há canais para manter esse diálogo. Nós certamentente vamos acompanhar e buscarmos assegurar que não haja nenhum favorecimento em relação aos Estados Unidos, inclusive, se houvesse, isso desmoralizaria a investigação antidumping. Há mecanismos para tratar disso — afirmou.

Fonte: Assessoria de Imprensa


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