CRE aprova indicação de embaixadores para atuação em países da Ásia e na África

9 de nov - Relações Exteriores


Fernando Estellita Lins de Salvo Coimbra e Ana Lucy Gentil Cabral Petersen assumirão postos na África e Ásia

CRE aprova indicação de embaixadores para atuação em países da Ásia e na África

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou, nesta quinta-feira (9), após sabatinas, a indicação do diplomata Fernando Estellita Lins de Salvo Coimbra, para a chefia da representação brasileira em países da África, e da diplomata Ana Lucy Gentil Cabral Petersen para atuação semelhante no sudeste da Ásia.

A senadora Ana Amélia (Progressistas-RS) foi relatora da indicação da diplomata Ana Lucy Petersen, que vai para Bangcoc, capital da Tailândia, acumulando o posto nesta nação junto a outras duas vizinhas, o Camboja e o Laos após aprovação no plenário do Senado. Já Coimbra ocupará o cargo de embaixador do Brasil em Nairobi, capital do Quênia, acumulando a representação neste país com outros da África, que são Ruanda, Uganda, Burundi e Somália.

Durante as sabatinas, os senadores observaram o fato de que parte destes países são marcados por regimes ditatoriais, com alguns deles passando por crises ou buscando superar períodos de instabilidade. Ana Lucy Petersen observou que a Tailândia é governada por um regime militar, fruto de um golpe ocorrido em maio de 2014.

Ela acrescentou que a junta militar que governa o país, chefiada pelo general Prayut Chan-ocha, convocou eleições gerais para novembro de 2018, e há uma expectativa da comunidade internacional para que de fato elas aconteçam, o que será interpretado como um retorno do país ao campo democrático.

A diplomata lembrou que este foi o 18º golpe de estado ocorrido na Tailândia desde o pós-guerra, e este cenário convive com uma monarquia constitucional, a dinastia Chakkri, os chefes-de-estado há mais de 200 anos.

Ela ressaltou que a família real tailandesa é respeitada pela população e pelos grupos políticos. E que o rei Bhumibol Adulyadej, falecido no ano passado após mais de 70 anos no cargo, era visto como um semi-deus por parte da população.  A junta militar no governo é próxima à família real tailandesa, informou a diplomata, que vê perspectivas positivas para o Brasil incrementar suas exportações de material de defesa para a nação asiática.

Quanto ao Camboja e ao Laos, a diplomata acrescentou que em ambos os países a lei proíbe críticas ao governo, o que é interpretado como uma atitude criminosa. Como são também nações marcadas por significativos índices de pobreza e carência alimentar, Any Lucy Petersen vê boas perspectivas de colaboração com o Brasil na área da agricultura, inclusive na exportação de produtos.

África

No caso do Quênia, Fernando Coimbra lembrou que a Corte Suprema tomou uma atitude sem precedentes na história africana, e rara mesmo a nível mundial, de anular um pleito presidencial por suspeitas de fraudes. Um novo pleito foi realizado no dia 26 de outubro, porém foi boicotado pela oposição e marcado por alta abstenção, e o cenário de reeleição de Kenyatta com quase 100% dos votos se manteve, como acrescentou o diplomata.

Ruanda também tem sido marcada por um governo forte e centralizador, disse Coimbra. O atual presidente Paul Kagame também foi reeleito com quase 100% dos votos em agosto para o cargo que ocupa desde o ano 2000. A despeito de críticas de dissidentes, segundo os quais as sucessivas reeleições de Kagame são marcadas por fraudes e de que no país não existe liberdade política ou de expressão, o diplomata entende que o atual regime trouxe estabilidade à nação, marcada pelo genocídio que matou quase um milhão de ruandeses em 1994.

Já a Somália tem como um dos grandes desafios o enfrentamento ao grupo terrorista Al-Shabab, de perfil jihadista, que é muito atuante no país e realizou ataques também no Quênia, observou o diplomata.


Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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