Cooperativas de eletrificação defendem implantação gradual na compra de energia

11/08/2016 - Agricultura


Senadora defendeu demanda do setor em discurso no Plenário

Cooperativas de eletrificação defendem implantação gradual na compra de energia

O presidente da Confederação Nacional das Cooperativas de Infraestrutura (Infracoop), Jânio Stefanello, acompanhado por dirigentes da Fecoergs e Sindicooper, defendeu durante encontro no gabinete da senadora Ana Amélia (PP-RS), nesta quarta-feira (12), a implantação gradual do aumento na compra de energia. Segundo Stefanello, as cooperativas não se opõem em pagar reajuste, mas querem que haja um escalonamento para evitar prejuízos.

A parlamentar defendeu a solicitação em discurso na tribuna, nesta quinta-feira (11). De acordo com a senadora, por força da estrutura financeira que lhes dá suporte, elas não vão conseguir cumprir regra recentemente estabelecida pelo governo, sem risco de enfrentar graves problemas de liquidez.

— Elas querem atender, mas estão pleiteando o que é justo, tão somente uma condição de ir fazendo o pagamento adicional gradual e anualmente, mas não todo o reajuste de uma vez só, o que inviabilizaria a atividade extraordinariamente importante que exercem — destacou.

Conforme a senadora, a legislação não pode estabelecer tratamento igual para situações diferentes, ou seja, que essas cooperativas não podem ser equiparadas às tradicionais distribuidoras de energia.

Cooperativas de eletrificação defendem implantação gradual na compra de energia


A diferença, salientou, está no fato de que as cooperativas de eletrificação rural fazem investimentos em áreas em que as empresas privadas não têm interesse, porque não há clientela para consumir e pagar pela energia fornecida. De modo geral, disse a senadora, elas fazem investimentos para atender dentro de um raio de 2 a 20 quilômetros, onde há apenas um consumidor interessado. Depois, com a estrutura instalada, surgem outros.

— Além de ser um fator de desenvolvimento do campo que precisa cada vez mais de uma atenção e de um olhar prioritário dos governos, porque é ali que pode estar sendo gerado um novo empreendedorismo, uma nova forma de desenvolvimento social com inclusão das camadas, eu diria, mais pobres da população — defendeu.


Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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