Congresso lembrará os 100 anos de instituição do Dia das Mães em sessão solene

4 de mai - Geral


Homenagem foi requerida pela senadora Ana Amélia

Congresso lembrará os 100 anos de instituição do Dia das Mães em sessão solene

Com o objetivo de ressaltar o papel que as mães exercem na sociedade, o Congresso Nacional promove sessão solene na terça-feira (8), às 11h. No ato, será comemorado os 100 anos do Dia das Mães no Brasil. O requerimento é da senadora Ana Amélia (PP-RS) em conjunto com o deputado Vitor Lippi (PSDB-SP).

A comemoração foi trazida ao Brasil pelo então secretário-geral da Associação Cristã de Moços do Rio Grande do Sul (ACM-RS), França Long, em 1918, dez anos após a data ser instituída no estado de West Virginia, nos EUA, sendo idealizada pela ativista Anna Jarvis. Aos poucos, a festividade passou a ser divulgada e se consolidou em 1932, quando o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no Brasil, no segundo domingo de maio. A iniciativa fazia parte do movimento de mulheres para valorizar a presença feminina na sociedade, uma vez que se abriam novas perspectivas a partir da conquista pelas mulheres do direito de votar, em fevereiro do mesmo ano.

Para a senadora Ana Amélia, a mãe tem o papel fundamental da preparação do filho para a sociedade, além de desempenhar várias atividades em seu dia a dia.

— Com a sociedade moderna, as mães enfrentam os riscos da drogadição, da violência e da depressão em seus filhos. Além disso, fazem jornada dupla. Elas se desdobram para organizar a casa, desempenhar as funções de mãe e de profissional — afirmou.

Segundo estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015, o Brasil ganhou 1,1 milhão de famílias compostas por mães solteiras nos últimos dez anos.  Em 2005, o país tinha 10,5 milhões de famílias de mulheres sem cônjuge e com filhos, morando ou não com outros parentes. Já os dados de 2015, os mais recentes do instituto, registram 11,6 milhões de mães solteiras.

Outro fator que aponta o avanço feminino é o aumento de mulheres que são consideradas referências na família. Segundo o IBGE, entre as famílias com filhos, as mulheres eram apontadas como referência mesmo tendo um cônjuge em 4,8% dos casos em 2005. Já em 2015, o percentual saltou para 15,7%. O instituto considera como pessoa de referência quem é responsável pela unidade domiciliar (ou pela família) ou assim considerada pelos outros membros.

Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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