Casos de zika vírus refletem a falta de profissionalismo do governo ao estabelecer prioridades, destaca senadora

12/02/2016 - Saúde


Parlamentar lembrou que foram gastos quase R$ 2 bilhões em estádio para a Copa do Mundo, enquanto faltam hospitais para atender população

Casos de zika vírus refletem a falta de profissionalismo do governo em estabelecer prioridades, destaca senadora

Ao comentar na tribuna do Senado os casos de zika vírus e dengue no Brasil, nesta quinta-feira (11), a senadora Ana Amélia (PP-RS) disse que a situação reflete a falta de protagonismo, iniciativa e profissionalismo do governo federal em estabelecer prioridades. A parlamentar destacou que a saúde pública deveria receber a atenção que merece.

A parlamentar reconheceu que o combate ao mosquito é problema de toda a sociedade, porém citou dados que refletem a falta de investimentos do governo, resultando em prejuízos à saúde pública.

— Por causa de problemas de higiene, falta de rede de esgoto e de reduzido acesso à água potável, uma criança morre no Brasil a cada três minutos. Mais de 100 milhões de brasileiros não têm coleta de esgoto e apenas 39% dos rejeitos são tratados, o resto é despejado na natureza, incentivando a proliferação de mosquitos e doenças de todos os tipos — disse.

A senadora disse esperar que nenhum país proíba seus atletas de participar dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, pois isso seria um descrédito em uma questão crucial, que é a saúde pública, e ao sucesso do evento. Ao falar dos jogos, lembrou da discussão sobre os gastos para sediar as competições, a exemplo da Copa do Mundo, em 2014.

— Para a Copa do Mundo foram construídos estádios ociosos que valeram quase R$ 2 bilhões, como em Brasília, dinheiro público que falta para a saúde, pois as pessoas não têm hospital e falta atendimento — completou.

Casos de zika vírus refletem a falta de profissionalismo do governo em estabelecer prioridades, destaca senadora


Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


Casos de zika vírus refletem falta de profissionalismo em estabelecer prioridades, destaca senadora


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