Burocracia é a luta mais desigual enfrentada pelos pacientes com câncer, diz Ana Amélia

05/10/2015 - Saúde


Senadora cobrou o cumprimento da lei que obriga o SUS a agilizar o tratamento a pacientes com câncer

Burocracia é a luta mais desigual enfrentada pelos pacientes com câncer, diz Ana Amélia

De todas as lutas que os pacientes com câncer enfrentam, a mais desigual é a luta contra a burocracia. A afirmação partiu da senadora Ana Amélia (PP-RS), em discurso na tribuna, nesta segunda-feira, ao cobrar o governo o cumprimento da lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a iniciar o tratamento da doença em, no máximo, 60 dias após o diagnóstico.

Ana Amélia foi relatora da lei aprovada em outubro de 2012 e destacou a importância de um atendimento ágil para a recuperação dos pacientes. Quanto o tratamento é feito no tempo certo, as chances de cura, só no caso do câncer de mama chegam a 95%, exemplificou a parlamentar.

—Tratamentos no tempo certo e prevenção são os melhores remédios contra o câncer. A burocracia excessiva em nosso sistema público de saúde impede que muitos tenham acesso ao atendimento no tempo adequado e é um impedimento ao cumprimento da lei e barreira para que muitos consigam a prevenção à doença — disse.

Dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, citou a parlamentar, mostraram que, em Goiânia, por exemplo, apenas 32% dos pacientes conseguiram iniciar o tratamento no prazo de 60 dias. A senadora ainda destacou a falta de equipamentos. Disse que a Organização Mundial da Saúde (OMS), informou que seriam necessárias, no Brasil, 680 máquina de radioterapia, porém o País possui apenas 357, sendo 269 delas nos hospitais que atendem pacientes pelo SUS.

— Faltam expansão e consolidação das políticas do SUS para que a lei seja cumprida na integralidade. A falta de infraestrutura agrava ainda mais essa situação — acrescentou.

Há três anos, disse a senadora, o governo federal prometeu instalar 80 máquinas para diminuir as filas de radioterapia. Porém, até hoje, nenhuma delas foi entregue. Em 201, foram gastos mais de R$ 100 milhões na compra de 80 equipamentos novos e modernos. Mas, até agora, nenhum foi instalado.

— Nesse atual momento de crise, penso que repensar as políticas públicas, de modo eficiente e com melhor gestão, tanto na esfera federal, quando nos estados e municípios, é essencial para reduzirmos os problemas de saúde que mais afligem os brasileiros nesse Outubro Rosa — finalizou.


Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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