"Big Data" da agricultura são estratégicos para melhorar logística e gestão do agro, diz especialista

17 de abr - Agricultura


Debate, requerido por Ana Amélia, tratou das estatísticas da preservação e competitividade na agricultura

Os dados sobre o elevado nível da produção agrícola brasileira, chamados também de "big data do agro", aliados à proteção e preservação nativa, foram apontados como estratégicos para a definição de políticas da agricultura nacional pelo chefe da Embrapa Territorial, Evaristo Miranda, na última terça-feira (17). Em debate na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado (CRA), requerido pela Senadora Ana Amélia (PP-RS), Miranda afirmou que mesmo ocupando uma parcela relativamente pequena do território nacional, a agropecuária brasileira avançou graças ao desenvolvimento de um sistema de inteligência territorial que tem atraído atenção internacional e facilitado o investimento privado. Miranda foi convidado para falar sobre a macrologística da agropecuária brasileira, sistema lançado em março pelo Ministério da Agricultura.

— Isso é a agricultura real. Agricultura que está vinculada à tecnologia. E está tendo muito investimento privado agora em logística. Isso vai evoluir muito — afirmou.

Ferramenta desenvolvida pela Embrapa, o Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Agropecuária integra diferentes bancos de dados com informações sobre áreas de produção, gargalos e oportunidades de investimentos em logística. O objetivo é identificar rotas e modais de transporte para escoar a produção do agronegócio.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) afirmou que há pouca informação confiável na questão do marco territorial e da ocupação dos espaços.

— Isso permite o uso indevido de um discurso ideológico que acaba por contaminar um debate que deveria ser feito com base na realidade e no bom senso — disse.

Ana Amélia também enfatizou o papel do agricultor no crescimento econômico. O agronegócio representou mais de 21% do PIB  brasileiro em 2017.

As unidades protegidas no Brasil equivalem a 15 países da União Europeia e o país possui quase 3 milhões de hectares de áreas quilombolas e 9,5 mil assentamentos. 

Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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