Avançam regras para importação de material biológico humano destinado a ensino e pesquisa

17/02/2016 - Geral


Relatório da senadora Ana Amélia foi aprovado nesta quarta-feira na CAS

Avançam regras para importação de material biológico humano destinado a ensino e pesquisa

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (17) o Projeto de Lei do Senado (PLS) 484/2013, que permite a importação de material biológico humano para ensino e pesquisa. Hoje, a lei brasileira só admite essa importação para fins terapêuticos. A proposta ainda passará por votações em mais duas comissões.

De autoria do senador Eduardo Amorim (PSC-SE), o projeto estabelece regras para a importação desse material destinado ao ensino e à pesquisa. Essa compra precisa estar de acordo com a legislação dos países de origem e de procedência. Também precisa atender às normas brasileiras, conforme emenda da relatora, senador Ana Amélia (PP-RS).

O projeto relaciona os materiais que podem ser importados, entre os quais células-tronco, sangue, linfa e cadáveres. Esses materiais não podem ser retirados de pessoa não identificada, nem de vítima de causas externas ou indeterminadas. No caso de incapaz, a proposta só admite a retirada do material mediante autorização do país de procedência. Uma segunda emenda da relatora acrescenta a necessidade de autorização dos responsáveis legais e da obediência à legislação do país de origem e do Brasil.

O texto do projeto prevê, ainda, que a lei entrará em vigor 180 dias após a publicação.

Ao justificar a iniciativa, Eduardo Amorim alega que há carência de material humano para pesquisa e ensino nas universidades brasileiras, problema que pode ser resolvido com a aprovação da proposta. Já a relatora destaca a importância de estabelecer normas rigorosas para controle da atividade, uma vez que "esse material pode carrear agentes infecciosos e facilitar a introdução de doenças no território nacional".

Ana Amélia também justifica as duas emendas que apresentou. "Do ponto de vista bioético, é mais apropriado dar tratamento uniforme à obtenção do material, exigindo-se o atendimento das normas éticas e legais do Brasil e dos países exportadores".

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) será a próxima a analisar o projeto. Depois, a proposta de Eduardo Amorim seguirá para a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), à qual caberá decisão terminativa.

Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


Mais notícias:

20 de jul
Voto facultativo respeita a cidadania - Artigo no Correio Braziliense
Ainda não são conhecidas as regras que nortearão o processo eleitoral do ano que vem, mas já é possível antecipar a preocupação generalizada com o aumento das abstenções. A preocupação tem razão de ser. Entre os pleitos de 2012 e 2016,…

Ana Amélia critica vinda do Aiatolá Mohsen Araki ao Brasil
Em texto publicado nas redes sociais, a senadora Ana Amélia (PP-RS) criticou a visita ao Brasil do aiatolá Mohsen Araki. A previsão é de que ele esteja no país na próxima semana para pregar em mesquitas e instituições patrocinadas pelo governo do Irã…

17 de jul
Ana Amélia critica inclusão da
A inclusão do relator da reforma política na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP), de emenda para proibir a prisão de políticos até oito meses antes da eleição, foi criticada pela senadora Ana Amélia (PP-RS). A informação foi divulgada no sábado pela…

Acompanhe NOSSO TRABALHO
nas redes sociais

Receba novidades e informações no seu e-mail