Audiência da Comissão de Agricultura em Tocantins apresenta alternativas para atividade pesqueira e agricultura de baixo carbono

29/05/2015 - Agricultura


Senadora Ana Amélia presidiu audiência realizada nesta sexta-feira em Palmas

Audiência da Comissão de Agricultura em Tocantins expõe dificuldades da atividade pesqueira e da agricultura de baixo carbono

Alternativas para desenvolver a aquicultura e pesca em Tocantins e a agricultura de baixo carbono foram debatidas, nesta sexta-feira (29), em Palmas, pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado. A senadora Ana Amélia (PP-RS) presidiu o debate, solicitado pelo senador Donizeti Nogueira (PT-TO) e que também teve a presença de Dario Berger (PMDB-SC).

O auditório da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins), na capital de Tocantins, ficou lotado para acompanhar o debate. Essa foi a sexta audiência do ciclo de debates da CRA. A primeira ocorreu em março, em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, quando foi debatido o emplacamento de máquinas agrícolas. Também foram realizados debates em Petrolina (PE), Ilhéus (BA) e Brasília (DF). A audiência em Palmas ocorreu em parceria com a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados.

Participaram do debate o chefe da Divisão de Política, Produção e Desenvolvimento Agropecuário (SFA-TO/Mapa), Antônio Humberto Simão; o assessor especial de Assuntos Estratégicos do MPA, Luis Sabanay; o chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Carlos Magno Rocha; o secretário da Agricultura e Pecuária de Tocantins (Seagro), Clemente Barros Neto; a reitora da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins), Elizângela Glória Cardoso; o reitor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Márcio Silveira; a professora na área de Ciências Agrárias/Agronomia do IFTO, Cristiane Martins; e a professora na área Multidisciplinar/Meio Ambiente do IFTO, Sylvia Salla Setubal.

A audiência


Tocantins está na 14ª posição em produção de pescado no ranking nacional do Ministério da Pesca e Aquicultura. Em 2014, foram produzidas 25 mil toneladas, aquecendo o mercado de pescado e movimentando R$ 180 milhões. As condições climáticas favoráveis, topografia plana, água em boa quantidade e qualidade, além de logística, colocam o Tocantins como um lugar estratégico para produzir pescado, principalmente tambaqui, pirarucu, cachara, piau e caranha.

Conforme Clemente Barros Neto, o Estado tem capacidade para produzir 900 mil toneladas. Mas para que isso seja possível, é preciso incentivo, com apoio da iniciativa privada e assistência da Embrapa e da Emater aos produtores. Sylvia Salla Setubal também apresentou gargalos para o crescimento da atividade, como a falta de cursos técnicos e de infraestrutura de nas colônias de pesca.

Chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Carlos Magno Rocha, por sua vez, ressaltou que há dificuldades em relação à segurança no trabalho e à falta de inovação tecnológica na produção. Ele ressaltou, contudo, o potencial da pesca no Brasil e no planeta e a importância de fortalecer a produção para geração de emprego e renda, pois a aquicultura e a pesca movimentam US$ 600 bilhões por ano em todo o mundo, sendo responsáveis por 16,6% da oferta mundial de proteína animal.


Presidente da CRA, a senadora Ana Amélia criticou a falta de integração entre os órgãos responsáveis pelo apoio aos aquicultores e lamentou o desconhecimento dos brasileiros sobre o potencial da aquicultura no país.

— Percebemos que as principais dificuldades estão na execução das políticas públicas, que são bonitas no papel, mas perdem o significado quando não acontecem. Somos um país de burocracia excessiva — enfatizou Ana Amélia, no encerramento do debate.

Baixo carbono

Carlos Magno Rocha, ao avaliar positivamente as perspectivas da agricultura de baixo carbono no Brasil, assinalou o aumento da contribuição do país para a segurança alimentar do mundo, mas lembrou que restam "muitos desafios". Ele contestou as críticas da imprensa internacional ao desmatamento no Brasil, atribuindo-as a uma percepção injusta sobre um país que tem "feito o dever de casa" na preservação e a um conjunto de "interesses comerciais".

No mesmo sentido, representando o Ministério da Pesca e Aquicultura, Luís Sabanay destacou o baixo impacto da produção de pescado na geração de carbono. Ele chamou a atenção para a questão da distribuição da água, que, em seu ponto de vista, deve ser um fator de distribuição de justiça, e afirmou que o gerenciamento dos recursos hídricos requer "fortíssima" presença do Estado.

Álcool de batata doce

No sábado (30), Ana Amélia visitou a Usina de Etanol de Batata Doce, projeto da Universidade Federal de Tocantins. Ao lado do senador Donizeti Nogueira, o reitor da universidade, Marcio Silveira, explicou detalhes do projeto iniciado há 12 anos. Este ano, foi iniciada a produção de álcool de batata doce, com 3 mil litros por dia.

— É um ótimo exemplo de como o centro acadêmico deve estar integrado ao setor produtivo e envolvido com a comunidade — enfatizou a senadora.

Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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