Ana Amélia questiona ministro da Saúde sobre endividamento das Santas Casas

06/07/2016 - Saúde


Entre outros assuntos, ministro tratou o endividamento de hospitais filantrópicos

Ministro da Saúde, Ricardo Barros, participa de audiência na CAS

O subfinanciamento na área da saúde, a má gestão do setor e o endividamento dos hospitais filantrópicos marcaram a audiência pública com a presença do ministro da Saúde, Ricardo Barros, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), realizada nesta terça-feira (6).

O ministro foi convidado a comparecer à CAS para esclarecer declaração sua ao jornal Folha de S. Paulo, dias após tomar posse, em que falou sobre os "limites do SUS". Ele disse que o jornal usou um título sensacionalista. E negou a defesa do "encolhimento" do Sistema Único de Saúde e manifestou-se pela "integralidade" do SUS.

— Tenho compromisso com a universalidade, mas o financiamento do SUS é um problema histórico de nosso país. Especialmente quando parte de seus recursos passaram a ser destinados à Previdência, há mais de 20 anos. O modelo é repensado a cada momento devido à falta de recursos — afirmou.

Ricardo Barros anunciou as prioridades da pasta, prometendo fortalecer os mecanismos voltados ao atendimento básico da população. Ele salientou que isso desafogaria os serviços médicos de média e alta complexidade. O ministro também disse que trabalhará em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações para informatizar todo o Sistema Único de Saúde.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) questionou o ministro sobre o endividamento dos hospitais filantrópicos. Segundo a parlamentar, o custo nestas instituições chega a ser cinco vezes mais barata que no sistema público. Entretanto, só no Rio Grande do Sul, as dívidas dos hospitais filantrópicos supera 1, 4 bilhão de reais.

— Tramita na Comissão de Assuntos Econômicos o projeto (PLS 744/2015) prevê linhas de financiamento para essas instituições através do BNDES, o que seria uma alternativa — destacou a senadora.

O ministro lembrou que medida semelhante beneficiou clubes de futebol e acredita que esta poderá sim ser uma saída.  Ana Amélia destacou ainda a importância da gestão em saúde para aumentar investimentos no atendimento à população e leu “panfletos mentirosos” distribuídos em periferias dizendo que o Governo atual acabará com a Farmácia Popular e o Samu, com o objetivo, segundo a parlamentar, de “gerar pânico na população”.

Zika nas Olimpíadas

Ricardo Barros ainda citou durante sua explanação um estudo conduzido pela Universidade de Cambridge (Reino Unido), que prevê para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, que começarão no dia 5 de agosto, um índice de probabilidade de contaminação pelo zika vírus "baixíssimo" para os turistas.

— É um cálculo científico preciso. Para os cerca de 500 mil turistas previstos, prevê-se um índice de contaminação de 0,8, ou seja, menos de uma pessoa — disse, lembrando que durante a Copa de 2014 dos cerca de um milhão de turistas em nosso país, apenas três contraíram dengue. Ele lembrou que "é período de inverno e já temos um exército de pessoas atuando no combate ao mosquito".

Entre as prioridades, disse Ricardo Barros, está o fomento de um setor de "planos de saúde populares" e a continuidade dos mutirões de cirurgias e uma melhor gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). 

Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa


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