Amprotabaco pede mais fiscalização para coibir contrabando de tabaco

16/05/2017 - Municípios


Mercado ilegal prejudica a renda dos agricultores e a economia dos municípios produtores

Amprotabaco pede mais fiscalização para coibir contrabando de tabaco

A Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) alertou o governo federal sobre a necessidade de ampliar a fiscalização nas fronteiras para coibir o contrabando de cigarros. Estima-se 35% do mercado brasileiro seja ocupado com produtos ilegais. O Brasil é o maior exportador de tabaco do mundo e o Rio Grande do Sul o principal produtor do país.

Prefeitos dos municípios produtores de tabaco dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Bahia foram recebidos, nesta terça-feira (16), pelo secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki. Na audiência, que foi conduzida pela senadora Ana Amélia (PP-RS), a Amprotabaco entregou uma carta destacando o efeito do mercado ilegal sobre toda a sociedade brasileira.

O documento contempla números da evasão fiscal, menciona os riscos à saúde dos consumidores e alerta para o fato de que o contrabando financia atividades criminosas, como tráfico de drogas e armas. A parlamentar gaúcha ressaltou que o contrabando afeta os agricultores e a economia dos municípios.

— Em alguns municípios, como Venâncio Aires, 50% da economia vem da produção do tabaco. O impacto do mercado ilegal é alto nessas economias, sobretudo em momentos de crise econômica. Precisamos de ações efetivas para proteger a economia desses municípios — disse.

O presidente da Amprotabaco, Telmo Krist, prefeito de Santa Cruz do Sul, disse que o contrabando de cigarros no País causa grande preocupação nos municípios produtores de Tabaco e à indústria tabagista.

— Estamos competindo com um produto que não passa pelo controle de qualidade da Anvisa e com preço muito inferior aos praticados no mercado, colocando em risco a saúde dos brasileiros e das famílias dos agricultores e dos empregados das indústrias — afirmou.

De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, as demandas da cadeia produtiva do tabaco serão tratadas também com outros ministérios. Ele afirmou que o governo está ciente do problema do contrabando e que trabalha por uma solução rápida.

— Se não fizermos um monitoramento das fronteiras permitimos que um cigarro de péssima qualidade entre no nosso País. É questão de saúde pública. Vamos procurar sensibilizar os ministérios da Saúde e da Justiça. Este é um tema que exige a união de várias áreas — afirmou.

Além da Amprotabaco, a audiência contou com a participação dos presidentes do Sinditabaco, Iro Schünke, da Afubra, Benício Albano Werner, e da Abifumo, Carlos Galan. 

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Fonte: Assessoria de Imprensa


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