O Sul: Clesio Boeira - Santas casas pedem socorro financeiro no Senado


Publicado em 03/09/2015

Santas casas pedem socorro financeiro no Senado - CLÉSIO BOEIRA

Uma sessão temática do Senado, nessa quarta-feira, destinada a tratar de soluções para a grave situação financeira das santas casas e hospitais filantrópicos em todo o País foi simplesmente ignorada pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, que, apesar de convidado, não compareceu e sequer mandou representante.

A s galerias ficaram lotadas por representantes dessas casas de saúde, hoje responsáveis por quase metade dos atendimentos no País. Em gráfico, o diretor-geral da Santa Casa de Porto Alegre, Júlio Dorneles de Matos, demonstrou que a parcela de contribuição do governo federal despencou de 75% na década de 1980 para 42% neste ano.

Uma das idealizadoras do debate aberto e com dados consistentes, a senadora Ana Amélia, do PP gaúcho, disse que a sessão temática permitiu a apresentação de um plano para reestruturação do setor. A parlamentar criticou o ministro Arthur Chioro por não ter comparecido e nem ter enviado alguém para representá-lo.

"Se não fizermos nada, estaremos criando a tragédia completa, com pacientes chegando nas Santas Casas e encontrando as portas fechadas. A situação é insustentável. Um caminho foi apresentado, com a criação de uma linha especial de crédito, com benefícios semelhantes aos que tantos outros setores já receberam", ressaltou Ana Amélia.

A proposta foi apresentada por Julio Dorneles de Matos. Também foi solicitado apoio para que o BNDES autorize a concessão de nova linha de crédito, da ordem de 21,5 bilhões de reais, suficientes para zerar as dívidas, com juros de 0,5% ao ano.

Presente, o diretor de Projetos Sociais do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Henrique Ferreira, informou que o banco vai estudar a proposta de refinanciamento. "Também somos obrigados a seguir as regras do Banco Central quanto às análises de risco de crédito. O setor apresenta uma dificuldade nos seus planos de reestruturação no que tange a receitas e custos", salientou Ferreira, em referência aos problemas financeiras do setor.

Como representante da Caixa Econômica Federal, o superintendente de negócios, José Ricardo Martins Veiga, afirmou que a instituição quer se engajar no esforço de recuperação das instituições de saúde. Somente neste ano, informou, os repasses para as Santas Casas chegaram a 650 milhões de reais. O banco estuda aumentar os repasses e trocar a taxa Selic por um outro referencial.



Fonte: Agência Senado e Assessoria de Imprensa

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