Reitor da UFRGS destaca projeto que regulamenta os fundos patrimoniais


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O reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Rui Oppermann, em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, na Rádio Gaúcha, nesta quarta-feira (30), destacou a relevância do PLS 16/2015, da senadora Ana Amélia (PP-RS), que institui os fundos patrimoniais para universidades públicas e comunitárias.

A iniciativa, em fase final de votação no Senado, regulamenta a criação dos fundos patrimoniais em fundações e instituições de ensino superior, para apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. O texto autoriza que fundações privadas captem doações que serão usadas na execução de projetos indicados pelas instituições. Como não haverá repasse direto de recursos, os valores não terão que constar do orçamento público, ficando a salvo de contingenciamentos como os que têm atingido o ensino superior nos últimos anos.

Na entrevista, questionado pela jornalista Rosane Oliveira se haveria margem para a comunidade ajudar as instituições nesse momento de crise, o reitor citou o projeto e disse manter um bom diálogo com a parlamentar sobre o tema.

— Entendemos que (os fundos patrimoniais) poderão representar uma nova maneira de se fazer gestão dos recursos próprios da universidade, uma nova maneira de gerenciar as doações — disse.

O reitor explicou que, hoje, as doações caem dentro do recurso do tesouro e que uma doação, por exemplo, de 1 milhão de dólares, para a universidade, iria para o fundo patrimonial, e quem doou pode dizer para onde vai o recurso.

— É uma nova forma de relacionamento que entendemos ser muito importante, pois vai estimular a atividade da universidade e a interação com a sociedade.

Ao fim da entrevista, comandada pelo jornalista Daniel Scola, a jornalista Carolina Bahia, correspondente da emissora em Brasília, falou sobre o andamento do projeto, que aguarda apenas mais uma votação em turno suplementar na Comissão de Assuntos Econômicos para seguir à Câmara dos Deputados. Ela citou o exemplo dos Estados Unidos, onde universidades importantes têm fundos patrimoniais consolidados.

— Os ex-alunos podem contribuir para o desenvolvimento da sua universidade e tem esse compromisso com a instituição responsável pela sua formação. É muito interessante, mantém o vínculo do ex-aluno. A tendência é pela aprovação ainda neste ano no Congresso Nacional — disse a jornalista.




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